Brasília, 5 (AE) - Representantes do Movimento Nacional de Direitos Humanos e organizações sociais e não-governamentais entregaram hoje na Embaixada da Colômbia no Brasil uma carta em repúdio às violações sofridas por defensores dos direitos humanos naquele País. Entre 1997 e o ano passado, 25 colombianos foram assassinados, denunciaram. Em março, o grupo vai procurar o auxílio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara na tentativa de organizar uma visita para acompanhar a situação colombiana.
Os representantes de movimentos decidiram procurar a embaixada depois da notícia do sequestro, no dia 28 de janeiro, de quatro pessoas do Instituto Popular de Capacitación, em Medellin: Jairo Bedoya, Jorge Salazar, Olga Rodas e Claudia Tamayo. De acordo com informações obtidas pelo grupo, a polícia colombiana já sabe e está à procura dos autores do crime. O grupo foi atendido por Juan de Jesus Bernardo. O representante da embaixada informou que os defensores dos direitos humanos colombianos têm sido confundidos com guerrileiros por grupos paramilitares existentes naquele País.
As entidades brasileiras pediram a apuração de todos os casos de sequestro ou de assassinato e receberam o apoio, ainda informal, da embaixada para a visita que pretendem fazer à Colômbia. "Vamos enviar um documento pedindo oficialmente o apoio do governo colombiano", explicou Augusto Veit, do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua do Distrito Federal.

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