Curitiba – Em meio a homenagens emocionadas, o ato pelo fim da violência contra meninas e mulheres também teve tom de cobrança. Familiares das vítimas e membros de movimentos feministas criticaram a falta de políticas públicas para prevenir e combater o problema. Conforme reportagem publicada ontem pela FOLHA, somente entre 10 de março de 2015, quando entrou em vigor a lei 13.104, e 1º de novembro, o Ministério Público (MP) registrou 62 denúncias por feminicídio no Paraná, que são os assassinatos em razão de gênero. A média é de quase oito crimes desta natureza, tentados ou consumados, a cada 30 dias.
"Ainda não temos uma secretaria específica de políticas para as mulheres. E são somente 17 delegacias especializadas para 399 municípios", afirmou a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Estado, Regina Cruz. "Permaneceremos unidas pela Rachel, pela Tayná e por todas as outras. Não há um dia sequer em que uma mulher que esteja entre nós não tenha vivido algum tipo de violência", acrescentou Anacelie Azevedo, diretora do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do Paraná e de Santa Catarina. (M.F.R.)

mockup