Rio, 03 (AE) - O Movimento Viva Rio lança amanhã (04) uma campanha internacional para que os países produtores de armas suspendam a exportação para empresas do Paraguai. O País não produz armamentos, mas importa e revende sem controle para "circuitos criminosos", na expressão do coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes. "Entre 60% e 70% das armas que entram ilegalmente no Brasil são provenientes do Paraguai", confirma o chefe da sessão de Controle de Armas e Portes da Polícia Federal (Senarm), delegado Valdinho Caetano.
Fernandes diz que Paraguai é uma espécie de "portal" que dá a passagem do comércio legal de armas para o ilegal. Para fechar essa entrada, o Viva Rio vai pedir às embaixadas de 10 países para rastrear - identificar os compradores - armas apreendidas no Rio. A organização não-governamental catalogou 44.437 das 60 mil armas encontradas no Estado do Rio de Janeiro nos últimos cinco anos: 83% são brasileiras; 6,5%, americanas; 2 4%, argentinas.

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