O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) vai pedir aos 139 deputados federais que defendem a categoria na Câmara para que interfiram junto ao presidente da República no sentido de impedir o processo de licitação. ''Não sabia das novas concessões, mas vamos nos mobilizar nacionalmente. Atualmente cerca de 30% do que ganhamos com o frete pagamos em pedágio. Com mais nove cancelas, de quanto será o nosso prejuízo?'', questionou ontem o coordenador estadual do movimento, Nelson Canan.

Segundo ele, o vale-pedágio é uma farsa, pois apenas 20% das cooperativas que contratam os caminhoneiros pagam os valores do vale. ''Elas ameaçam dizendo que se tiverem que dar o vale repassarão para outro caminhão o frete'', afirmou. Contou que de Curitiba a Paranaguá, um caminhão com oito eixos paga R$ 160,00 por viagem (ída e volta). ''Só para se ter uma idéia, o caminhoneiro que faz 34 viagens por mês, deixa em média R$ 2,5 mil em pedágios. Com este dinheiro daria para pagar a mensalidade de um caminhão novo''. Os preços de pedágio no Estado variam de R$ 2,30 a R$ 4,40.

Para a Federação dos Transportes do Paraná (Fetranspar) o governo está dando de bandeja as rodovias para iniciativa privada. ''Isso é um absurdo. Temos que reagir. O governo está falido e a população é punida por isso'' avaliou Walmor Weiss, presidente da Fetranspar. (E.W.)

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