Entre o dia 1º de janeiro e a última sexta-feira, dia 10, foram registradas 57 invasões de propriedades rurais no País. Em 69 dias também ocorreram bloqueios de rodovias, ocupações de agências bancárias e até o ataque a um laboratório de pesquisas no Rio Grande do Sul. É o maior volume de ações na história recente dos movimentos rurais. Já supera o de 2004, ano do chamado abril vermelho e recordista em invasões nos três anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de um maior volume de ações, o MST intensificou ataques às empresas multinacionais que atuam no setor. A ação resultou na depredação do laboratório da Aracruz e na destruição de mudas de eucalipto que vinham sendo produzidas no local.
E o que isso tem a ver com a reforma agrária? Conforme declarações de líderes do MST, pode se perceber que a redistribuição de terras tende a ficar num segundo plano, ultrapassada pelo debate sobre a política econômica dos países, a organização do comércio internacional, as culturas nacionais e o combate ao agronegócio.
A destruição do laboratório aprofundou o fosso entre a opinião pública e o MST. Segundo pesquisa feita pelo Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a opinião pública é simpática à idéia da reforma agrária, mas reprova os meios usados pelos sem-terra para pressionar o governo. Para 76% dos entrevistados, os métodos do MST comprometem a democracia.

É a designação dada a várias espécies vegetais do género Eucalyptus, das quais uma das mais comuns é o Eucaliptus Globulus. São árvores (em alguns casos raros, arbustos) espontâneas na Austrália. O gênero inclui mais de 600 espécies. A maioria destas faz parte da flora característica do continente australiano, existindo apenas um pequeno número de espécies próprias dos territórios vizinhos da Nova Guiné e Indonésia.

Também chamado agrobusiness ou agribusiness é o conjunto de negócios relacionados à agricultura.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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