Movimento reivindica revitalização do Bosque
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quarta-feira, 09 de abril de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Sem receber limpeza completa há mais de três meses, o Bosque Central foi tema de uma reunião na manhã de ontem entre o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e membros da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Igreja Católica e Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os representantes foram ao gabinete do prefeito para cobrar uma solução definitiva para a sujeira provocada pelas fezes dos pombos que se abrigam nas árvores durante a noite.
De acordo com o presidente da Acil, Flávio Balan, a administração municipal reconheceu a falta de lavagem nos últimos meses e se comprometeu retomar o serviço imediatamente, além de iniciar a poda das árvores. "Ainda não soubemos aproveitar este espaço importantíssimo para a cidade. Precisamos de uma área agradável no centro, mais um atrativo para fortalecer o comércio", defendeu Balan.
A polêmica solução de abate dos pombos também foi levantada. "O prefeito nos garantiu que se o abate for necessário, ele vai seguir em frente", contou.
Para Balan, o homem e a natureza devem conviver em harmonia, sem predominância de um sobre o outro. "A ideia de conservação do meio ambiente está deturpada. Atualmente, o bosque só traz problemas, de saúde e estética", criticou. O presidente da Acil propõe tornar o bosque um espaço harmonioso e moderno, segundo ele um "Mini Central Park". "A ideia é eliminar plantas rasteiras, plantar um gramado. Várias das árvores não são nativas e podem ser retiradas para melhorar a iluminação", sugeriu.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) começa no início do mês que vem um processo licitatório do projeto Boa Praça. Sem recursos próprios para a revitalização de espaços como o Bosque, Calçadão e Praça da Bandeira, a companhia vai abrir licitação para que empresas assumam a manutenção em troca da exposição de suas marcas em placas publicitárias, desde que obedeçam as normas do Cidade Limpa.
A secretária municipal de Ambiente, Maria Sílvia Cebulski, informou que a comissão formada por servidores, técnicos e representantes da sociedade vai retomar o plano de manejo para definir que medidas tomar para revitalizar o bosque. "Já passou da hora de ganhar uma reforma geral. Agora, são muitos itens que precisam ser estudados para chegarmos ao melhor resultado", argumentou. De acordo com a secretária, os técnicos ainda avaliam alternativas para o abate dos pombos. "Esta é última opção", ponderou. No entanto, após o fracasso na tentativa de afugentar os pombos por meio de reatores eletromagnéticos, há seis meses, ela admite que a lista de opções está próxima do fim.


