Londrina - O movimento que reivindica a redução do valor da tarifa de ônibus em Londrina promete realizar um novo protesto no dia 15 de janeiro. O protesto, segundo os organizadores, está marcado para as 17 horas, embora ainda não tenha sido definido o ponto de encontro dos manifestantes.
A decisão foi tomada na noite de ontem em reunião no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Cerca de 50 pessoas participaram da reunião para definir o planejamento dos protestos.
Segundo Evaristo Colmán, diretor de comunicação do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina (Sindiprol) e integrante do movimento, "o culpado pelo que aconteceu no protesto de terça-feira foi a prefeitura, por ter subido a tarifa sem critérios técnicos".
O prefeito em exercício Guto Bellusci (PSD) tentou participar da reunião, mas foi impedido pelos integrantes do movimento.
Cólman fez referência ao quebra-quebra promovido por parte dos manifestantes na noite de terça-feira. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) informou que o dinheiro gasto no conserto dos ônibus depredados será transferido para a planilha de custos do serviço do próximo ano.
O saldo da manifestação realizada contra o aumento do preço da passagem de ônibus em Londrina foi de seis pessoas detidas - três adultos e três adolescentes - e duas feridas, cinco ônibus depredados (três deles com as vidraças quebradas e dois pichados), paredes do terminal pichadas e sete orelhões quebrados.
De acordo com a assessoria da Metrolon, os veículos depredados serão encaminhados para o conserto e só devem voltar às ruas em 15 dias.
Sobre a denúncia de que um dos manifestantes teria sido estapeado por um agente da Guarda Municipal, o diretor da corporação Osmar dos Santos, afirmou que a vítima se recusou a fazer o exame de corpo de delito. "Mas se a pessoa se sentir ofendida, ela pode juntar as provas e encaminhar para a corregedoria da Guarda Municipal", destacou.
Os manifestantes que quebraram os vidros de três ônibus e estragaram orelhões também podem ser punidos.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) disse lamentar os atos de depredação dos ônibus e do terminal, mas preferiu não comentar sobre a pauta de reivindicações dos manifestantes, que pedia redução das tarifas, melhoria dos serviços e melhoria da infraestrutura.

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