Acontece em Foz do Iguaçu um evento sem precendentes na cidade. O movimento ''Paz sem Fronteiras'' pretende reunir 40 mil pessoas numa atividade ecumênica e cultural no Gramadão da Itaipu Binacional, na Vila A. O objetivo é reverter a imagem negativa divulgada pela mídia nacional e internacional, apontando a tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) com região de abrigo de células criminosas de grupos religiosos.

O manifesto começou a ser organizado há um mês por empresários, líderes políticos, empresários, escolas e religiosos, entre elas os mulçumanos, principal alvo das notícias divulgadas na imprensa. Desde o atentado aos EUA, em 11 de setembro, a comunidade árabe da região, composta por cerca de 12 mil imigrantes e descendentes, tem sido acusada de abrigar e financeiras organismos terroristas.

Os imigrantes negam as acusações, sustentados no fato de nenhuma das suspeitas ter sido confirmada pela polícia ou governo brasileiro. A comunidade lembra ainda que dos 19 comerciantes árabes presos em Ciudad del Este, fronteira com Foz, presos pela Polícia Nacional do Paraguai, 14 foram soltos por falta de provas (cinco continuam detidos acusados de falsificação de documentos). Já empresários torcem para que a repercussão do ato reverta a queda de 30% no movimento de turistas justamente no período de temporada.

O ''Paz Sem Fronteiras'' é financiado pelos setores público e privado. A Prefeitura de Foz do Iguaçu repassou R$ 15 mil e a Itaipu Binacional R$ 20 mil. ''A parceria que toda a comunidade fez está garantindo o sucesso deste evento'', disse o membro da coordenação geral, Faisal Saleh. Ele ressalta que as atividades começam às 17 horas.

A polícia destacou cerca de 450 homens para a segurança do público e autoridades (senadores, governadores, prefeitos, deputados, diplomatas e religiosos).

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