Movimento pela Ética pressiona Câmara dos Vereadores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Alexandre Rocha (especial para a AE) 
São Paulo, 11 (AE) - O Movimento São Paulo pela Ética, formado por estudantes, ex-alunos, funcionários e professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), realizou hoje à noite um ato pela ética na política. O objetivo imediato era mobilizar a sociedade civil, por meio de entidades de classe
para pressionar a Câmara a dar continuidade ao processo de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN) e investigar as acusações de corrupção contra vereadores e assessores da Prefeitura.
A organização do evento elaborou um documento, com assinaturas dos participantes, que será posteriormente enviado à Câmara. Entre as cerca de 500 pessoas que participaram da manifestação, realizada no Tuca, estavam o presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Rubens Approbato Machado
autor do pedido de impeachment, os vereadores Eder Jofre (PSDB) e Aldaíza Sposati (PT), a pré-candidata à Prefeitura Marta Suplicy (PT), o presidente da Congregação Israelita Paulista, rabino Henry Sobel, e representantes de entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).
Segundo Sobel, a congregação israelita está a favor da Justiça "Devemos apurar os fatos e afastar os culpados."
O presidente da OAB-SP, Rubens Approbato Machado, rebateu a afirmação do relator da Comissão Especial, vereador Brasil Vita (PPB), de que o parecer não tem consistência técnica. Segundo ele, a denúncia cumpriu todos os requisitos técnicos e, mesmo que não o tivesse, bastava a existência das acusações para que a Câmara instaurasse uma investigação contra Pitta. Ele explicou que, com base na jurisprudência do Tribunal de Justiça, os vereadores podem abrir uma investigação quando há indícios de má administração pública.


