Curitiba - As famílias que saíram ontem durante o dia não puderam mais entrar no prédio do Banestado quando voltaram. Os policiais militares impediam a entrada de qualquer pessoa, a não ser de alguns líderes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e negociadores.
A aposentada Janete Gouvêia, 57 anos, saiu de manhã do prédio para ir ao hospital. Quando retornou, por volta das 14h30, foi impedida de entrar. ''Vou ficar aqui. Só vou embora com o resto'', disse. Por volta das 18 horas, várias pessoas que chegavam do trabalho não puderam entrar e se aglomeraram em frente ao edifício.
O MNLM pede uma reforma urbana para resolver o problema de moradia. ''A responsabilidade de resolver o problema da habitação é da Cohab (Companhia de Habitação) de Curitiba'', disse o responsável pelas negociações com o sem-teto, Marcelo Jugend.
A Cohab informou que não pode atender o pedido do MNLM porque o órgão tem um compromisso com as pessoas que estão na fila de espera. São 60 mil famílias na fila e outras 50 mil que estão em áreas de ocupação e precisam ser relocadas.

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