Movimento pede o fim da hanseníase no Brasil
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo- Mais de 120 jovens de todos os estados brasileiros participam ontem, em Brasília, de uma série de atos públicos para chamar a atenção da população e do poder público para os altos índices de casos de hanseníase no país. A mobilização foi organizada pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). A ideia é motivar o Poder Executivo, o Legislativo. A gente também quer sensibilizar os executivos municipais. Muito tem que ser feito pela hanseníase, mas depende do empenho de todos, afirma o coordenador do Morhan, Arthur Custódio.
O Brasil lidera o ranking de incidência da hanseníase, com 21,94 ocorrências para cada 100 mil habitantes. A cada ano, são registrados 40 mil novos casos.
O motivo de o Brasil estar no topo da lista de países, segundo representantes de movimentos que lutam contra a doença, é a falta de políticas públicas, principalmente, as de iniciativas municipais. Na verdade, 80% (da responsabilidade) de controlar e eliminar a doença está no município, revela Custódio.
Para este ano, o Ministério da Saúde aumentou o valor de recursos para o combate à hanseníase. O repasse passou de R$ 700 mil para R$ 1,4 milhão. No entanto, os serviços de saúde estaduais e municipais precisam estar mais preparados para diagnosticar e tratar a doença. A transmissão de pessoa para pessoa não é possível pelo toque mas pela respiração. Em geral, os germes são eliminados por gotículas da fala e são inalados por outras pessoas penetrando no organismo pela mucosa do nariz.
O tratamento dura de seis a doze meses, porém a transmissão da doença é eliminada já a partir do início das primeiras doses de remédio. O primeiro comprimido mata 94% das ba-ctérias, revela o médico.


