Rio - O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, se prepara para se tornar o principal destino do Brasil durante os Jogos Olímpicos, no mês que vem. De acordo com o gerente de operações do Galeão, Carlos Rodriguez, a média de pousos e decolagens deve aumentar de 400 para 650 por dia, salto de 62,5%. A previsão é que 289 aeronaves sejam acomodadas simultaneamente no aeroporto.
Rodriguez avaliou que o grande desafio será o dia 22 de agosto, um dia após o encerramento do evento. "Teremos aviões de muitas bandeiras, muitas delas que nunca pousaram no Brasil", comentou Rodriguez. Neste dia, o Galeão deve receber 90 mil passageiros, quase o dobro dos 40 mil que passam normalmente pelo aeroporto. A previsão é que 1,5 milhão de passageiros passem pelo Galeão durante o período olímpico.
A distribuição dos aviões nas 97 posições de pousos e decolagens é de responsabilidade 15 profissionais que atuam no recém-inaugurado Centro de Operações do Galeão. Munidos de telefones e um computador com três monitores, eles trabalham sob pressão. Com o clima parecido com o de uma bolsa de valores, tudo tem que funcionar perfeitamente, como uma engrenagem, para evitar atrasos e outros transtornos.
O gerente de operações conta que, durante os Jogos Olímpicos, o desafio será muito maior que o dia a dia. "Além da aviação comercial regular, teremos aviação militar, cargueira, executiva, de fretamento e de chefes de estado. Só nesta última modalidade, serão 74 vagas", elencou. Para que nada saia do planejado, um novo sistema automático de gerenciamento de fluxo foi adquirido pela Rio-Galeão, concessionária que administra o aeroporto. Outras medidas foram anunciadas, como a instalação de totens de check-in na Vila Olímpica, incluindo um sistema de despacho de bagagem.(C.F.)

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