Os laboratórios de análises e patologia clínica de Curitiba, Maringá e Cascavel também podem seguir o exemplo dos estabelecimentos em Londrina e suspender o atendimento a convênios de saúde com o objetivo de reivindicar reajuste no valor pago pelos exames. A decisão será tomada em assembléias até o final da semana. Desde ontem, os usuários de convênios em Londrina estão tendo que pagar pelos exames, para depois obterem reembolso junto aos planos.
De acordo com o presidente da Associação de Análises e Patologia Clínica do Paraná (Alapar), Ricardo Moita da Silva, cerca de 50 mil usuários deverão ser ''abalados'' com a suspensão do atendimento em Londrina. O valor dos exames, segundo Silva, varia entre R$ 2,00 e R$ 250. O preço médio, no entanto, é de R$ 25,00. ''Noventa por cento (dos exames) não passam desse valor. Quem tem condições para pagar um convênio, com certeza tem como pagar pelo exame para receber depois'', avaliou. Já as pessoas carentes recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O repasse dos exames laboratoriais está sem reajuste há nove anos. Segundo Ricardo Moita da Silva, os custos triplicaram no período. ''A situação está inviabilizando 98% dos laboratórios'', disse.

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