Curitiba - Um inquérito policial foi aberto na 15 Subdivisão Policial para apurar detalhes do incidente. Nove sem-terra já foram ouvidos. Vamos representar pela prisão de todos os responsáveis'', afirmou ontem Luiz Alberto Cartaxo de Moura, chefe da Divisão Policial do Interior. Os militantes do MST e da Via Campesina permaneciam na fazenda da Syngenta até a tarde de ontem.
A Via Campesina informou que a reocupação da área da multinacional (os manifestantes haviam deixado o local há três meses) ocorreu às 6 horas de domingo, realizada por cerca de 150 pessoas. Na ação, os manifestantes teriam soltado fogos de artifício para espantar os seguranças. Segundo a Via Campesina, uma das armas dos vigilantes foi disparada e feriu um trabalhador, que foi hospitalizado. Os sem-terra teriam desarmado os seguranças.
Em nota, a Via Campesina atribuiu toda a responsabilidade aos vigilantes. ''Por volta das 13h30, um ônibus parou em frente ao portão de entrada e uma milícia armada com aproximadamente 40 pistoleiros fortemente armados desceu metralhando as pessoas que se encontravam no acampamento. Eles arrombaram o portão, executaram o militante Keno com dois tiros no peito, balearam outros cinco agricultores e espancaram Isabel do Nascimento de Souza, que continua hospitalizada em estado grave'', diz a nota.
O militante do MST e membro da Via Campesina Valmir Mota de Oliveira, 42 anos, conhecido como Keno foi velado na própria fazenda da Syngenta e enterrado no final da tarde em Cascavel.

mockup