Movimento cresce e foco de protesto muda
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Agência Estado 
São Paulo - Depois da violência policial na última manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô em São Paulo, o movimento cresceu em tamanho e número de causas. O próximo ato, na segunda-feira, tem a confirmação de 106 mil pessoas nas redes sociais e, além de se posicionar contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 nas passagens, também se posiciona pelo direito de manifestação e contra a repressão da polícia.
Entidades sem ligação direta com a redução das tarifas, incluindo do Greenpeace à Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, repudiaram a violência. A manifestação que acabou na batalha de quarta-feira havia tido 12 mil confirmações no Facebook.
A rede Nossa São Paulo espera que o protesto sirva para melhorar o transporte público. "Estamos discutindo esse problema há anos, mas só o que vemos é a prefeitura e o governo estadual gastando milhões em pontes e túneis voltadas para carros. Enquanto isso, os ônibus e o metrô seguem do jeito que estão", diz coordenador de Democracia Participativa da Rede, Maurício Piragino.
Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace, também vê uma oportunidade real de conseguir mudanças nos transportes. "A mobilização é muito maior que os R$ 3,20. A tarifa foi apenas o estopim de uma demanda há tempos reprimida, que é a necessidade de um transporte coletivo melhor", disse.
A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo divulgou uma carta aberta ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao prefeito Fernando Haddad (PT) em que classifica a violência como "inadmissível" e critica a Rota, que "transformou o que já era aterrorizante em praças de guerra".
"As pessoas estão se solidarizando com quem está sendo vítima do que tem acontecido", ponderou um dos líderes do Movimento Passe Livre, Caio Martins. Mas ele afirma que quer manter a luta na redução da tarifa. "Mudar a pauta só interessa à prefeitura."
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, admitiu ontem que não sabe "que dimensão e qual magnitude vai ter a manifestação" marcada para segunda-feira. Garantiu, porém, que manterá a Tropa de Choque como uma "reserva estratégica" para atuar no protesto.


