Movimento cobra ação de prefeitura
Marcos Zanatta
De Maringá
O Movimento Vez e Voz da Mulher de Maringá, que reúne profissionais de vários setores e donas de casa, quer que a prefeitura crie uma entidade para atender as mulheres vítimas de violência doméstica. Existe um projeto aprovado pela Câmara de vereadores em janeiro de 1997 que prevê um programa de amparo às mulheres que sofrem violência. A prefeitura, no entanto, não tem recursos para iniciar um trabalho nesse sentido.
O projeto, do vereador José Maria dos Santos (PSD), quer criar condições para que as mulheres ameaçadas ou espancadas em casa tenham proteção garantida. A idéia é criar abrigos, mesmo que em entidades que já atuam com a comunidade, para garantir a segurança das mulheres e filhos menores. A rede municipal de abrigos vai acolher as vítimas, prestando todo tipo de assistência, inclusive jurídica. O trabalho visa valorizar a mulher, despertar sua consciência e favorecer a capacitação profissional, diz Santos, que é policial militar reformado.
Uma equipe especializada vai fazer a triagem e identificar quando a mulher e os filhos correm risco de vida. Quando a mulher se sentir ameaçada, pode procurar o abrigo antes mesmo da delegacia que o pessoal depois vai encaminhar a queixa, revela Santos. O projeto abre espaço para a participação de entidades já existentes e atuantes no município. Uma casa para atendimento às vítimas de violência seria bom, desde que tenha estrutura para fazer o serviço, diz a delegada da Delegacia da Mulher, Elza da Silva.
Ela acha que para montar um local para as mulheres ameaçadas é preciso ter todo tipo de profissional para prestar atendimento. Inclusive policiais para garantir a segurança, frisa. O problema é que nem nós temos a estrutura que precisamos, diz.
Outro ponto observado pela delegada é que poucos casos realmente exigem uma proteção para a mulher agredida. Somente 10% são mesmo ameaçadas de verdade. Este ano, até agora, a Delegacia da Mulher de Maringá atendeu mais de 550 casos de agressão.





