Número de atendimentos na UPA Centro-Oeste diminuiu 43% em relação a dias anteriores à greve
Número de atendimentos na UPA Centro-Oeste diminuiu 43% em relação a dias anteriores à greve | Foto: Ricardo Chicarelli



Com o abastecimento gradual de postos de Londrina nesta terça-feira (29), muitas pessoas seguem sem combustível em seus veículos. Embora os serviços dos prontos atendimentos da cidade não tenham sido afetados com a falta de medicamentos, oxigênio e outros insumos, os atendimentos diminuíram. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Centro-Oeste, registrou número 43% menor de fichas de pacientes se comparado ao dia 8 de maio, segunda terça-feira do mês.

Willian Paduan, 40, coordenador da UPA Centro-Oeste, explicou que, quanto aos funcionários, "o pessoal está vindo trabalhar". "Não tivemos falta nem nada, os funcionários vieram de carro, de carona ou de ônibus. Mas o fluxo de pacientes diminuiu", garantiu. No momento em que a FOLHA foi até a UPA, havia fichas de 198 pacientes. Em uma terça-feira habitual do início do mês, no mesmo horário, a UPA atendeu 350 pessoas. "Às vezes as pessoas não querem vir de ônibus, a não ser que eles estejam realmente precisando", opinou o coordenador.

Embora algumas pacientes tenham reclamado de demora no atendimento médico, Paduan informou que o tempo máximo de espera nesta terça foi de três horas e meia. O coordenador ainda disse que as pessoas que chegam ao UPA são atendidas e fazem exames. O resultado da triagem leva em média quatro horas e elas têm de passar então, por uma reavaliação do médico. "Demora, mas não significa que elas não foram atendidas", explicou.

No PAI (Pronto Atendimento Infantil), o atendimento também foi menor. Os recepcionistas comentaram que às vezes a fila de pacientes chega a ultrapassar a saída do posto, em dias regulares. Mas nessa terça, em um período de escassez de combustível, a sala de espera do local registrava cerca de 20 pessoas. Stephanny Bezerra, 32, avaliou que o atendimento estava "tranquilo" e que não foi tão afetada pela greve dos caminhoneiros. "De certa forma atinge, mas não tão fortemente igual eu achei que iria atingir. Acho que o pessoal se desesperou um pouco", contou. A agente de negócios levou sua filha, Lauren Bezerra, 11, para consulta no PAI de carro. "Tem combustível suficiente". "O atendimento está mais rápido do que em dias normais. Não está tão cheio. Nós já somos as próximas a serem atendidas e estamos aqui há 40 minutos".

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