Movimento busca indenização
Londrina - O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) existe no Brasil há 28 anos e seu principal objetivo é lutar por conquistas em favor das vítimas da doença e de seus familiares.
Segundo Artur Custódio, coordenador nacional do Morhan, uma das maiores vitórias aconteceu em 2007, quando brasileiros que foram isolados por causa da hanseníase, mesmo após a descoberta da cura, começaram a receber indenização.
''Até o momento cerca de 8 mil pessoas foram indenizadas'', revela Custódio. Segundo ele, essa conquista é um passo importante pois abre caminho para a discussão da indenização agora pleiteada por outros prejudicados. ''Estamos dialogando com o governo a respeito dos danos sofridos pelos filhos que foram separados dos pais pelo isolamento compulsório, tanto os deixados em preventórios (orfanatos) quanto os deixadas com amigos ou familiares'', afirmou.
Segundo Custódio, vários encontros estão sendo organizados em todos os Estados para divulgar o movimento e identificar vítimas do isolamento compulsório.
Em agosto de 2010, o Morhan entregou dossiê a integrantes do primeiro escalão do governo federal reivindicando indenização para filhos separados dos pais. Ficou definida a constituição do Grupo de Trabalho Interministerial para analisar o pleito.
O coordenador geral de divulgação da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Marcelo Murteira de Salles, informou que ''em abril de 2011 a SDH elaborou uma minuta de decreto para a constituição desse Grupo de Trabalho, que já tramita no SIDOF (Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais).'' ''O governo federal é sensível a esse pleito'', destaca.(D.B.)





