Curitiba - A professora de Direito Penal Camila Fronza de Camargo, integrante do ‘Movimento Paraná Contra a Redução da Maioridade Penal’, lembrou que, quando a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 foi retomada pela Câmara, o cenário era desanimador. "Quase 80% dos deputados da Comissão Especial eram a favor, o que indicava que os 3/5 necessários seriam atingidos com facilidade. Mas, pela força dos movimentos sociais, pela mobilização dos Estados, conseguimos essa primeira vitória".
A advogada participou da comissão que foi a Brasília dialogar com lideranças, visando ao arquivamento da medida. "Foram duas frentes – uma conduzida pelo Cesar Fernandes e pelo Vinicius Torresan, do Sindicato dos Psicólogos, que passou nos gabinetes de todos os deputados e senadores; e outra que mobilizou um ônibus e mais cinco passagens de avião. Participamos de um encontro nacional com todos os movimentos contra a redução, de um debate junto ao ministro Pepe Vargas (Direitos Humanos) e ficamos traçando estratégias". O principal argumento utilizado foi o de que o sistema de socioeducação oferece possibilidades muito maiores de ressocialização do que as cadeias comuns.
Na data da análise em primeiro turno, o grupo se reuniu com entidades de adolescentes e marchou unido em direção ao Congresso Nacional. "Fizemos muito barulho, entoamos palavras de ordem, houve shows de rap, em que os jovens entoavam rimas. A gente soltou pipas e fez discursos. Isso foi até 17 horas, quando começou a votação e a metade se dirigiu até o Anexo 2 da Câmara". (MFR)

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