São Paulo, 28 (AE) - A principal reivindicação dos caminhoneiros envolve aumento de sua remuneração final. A recessão e o desemprego (que aumentou o número de transportadores autônomos no País) acirraram a concorrência no setor e comprimiram os preços do frete. Ao mesmo tempo, o valor recebido pelo frete está sendo corroído pelo reajuste dos pedágios, elevação dos preço dos combustíveis, aumento do valor das multas e gastos com manutenção dos caminhões decorrentes da má conservação das estradas, segundo declarações dos diretores do movimento para explicar o protesto.
Os caminhoneiros estão pedindo um custo máximo de pedágio de R$ 1,00 por eixo. A reivindicação representa cerca de um terço do valor atual. Na Nova Dutra o custo do pedágio por eixo é de R$ 3,50. O principal pedido em relação aos fretes é a criação de uma planilha de custos fiscalizada pelo próprio setor e pelo governo.
O setor de transporte rodoviário de cargas emprega cerca de 3,5 milhões de pessoas e fatura US$ 25 bilhões por ano, ou 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os dados são da Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (ANTC).

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