Moveleiros do AP concorrerão em licitação internacional
Macapá, 28 (AE) - Depois ameaçar devolver ao Banco Mundial (Bird) o recurso na ordem de R$ 1,41 milão, o governador do Amapá, João Alberto Capiberibe (PSB), anuncia aos moveleiros o recuo da instituição. Os moveleiros do Amapá vão mesmo produzir o mobiliário escolar e ainda concorrer na licitação internacional que será aberta em janeiro. O anúncio foi feito numa reunião na tarde de ontem (26), na maloca central do parque de exposição da fazendinha, com a presença de empresários do setor e técnicos das Secretarias de Industria, Comércio e Mineração, Educação e Ciência e Tecnologia do Estado.
A polêmica em torno do dinheiro começou quando, nas especificações técnicas do acordo de empréstimo, estava determinado o padrão de carteiras escolares a ser comprado. As mesmas deveriam ser de ferro e madeira prensada. Em outras palavras, isso significava que o dinheiro seria gasto na compra de móveis em outros Estados, uma vez que o Amapá não produz tal padrão.
Diante das circunstâncias, Capiberibe reuniu-se com o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que após ouvir as reivindicações do governador, enviou correspondência ao Bird pedindo uma reavaliação do caso. Esta semana, o Bird enviou correspondência comunicando a decisão de cancelar a licitação atual e publicar uma outra, na qual os moveleiros do Amapá estarão habilitados para concorrer em pé de igualdade com os demais empresários.
Na reunião, a secretária de Educação, Rosiane Andrade, anunciou que estão sendo liberadas ainda este ano pelo Bird, quatro cotas de US$ 100 mil para aquisição de mobiliário escolar e ventiladores. Farão os trabalhos os moveleiros que apresentarem o menor preço aliado à melhor qualidade.





