São Paulo, SP- O trânsito de São Paulo está vivendo um novo fenômeno. Já que os motoristas não encontram alternativa para fugir da rotina de quilômetros de congestionamentos, muitos estão adotando uma opção ilegal e perigosa: uso de sirenes e luz intermitente (chamada giroflex) no teto do carro. Outros, com medo de assalto, se valem dos equipamentos para afugentar ladrões nos semáforos e vias de tráfego muito lento.
A cena não é rara em locais como as Marginais do Tietê e do Pinheiros em horários de pico. Carros sem nenhuma inscrição nem placas especiais usam a luz, bastante parecida com a utilizada nos carros de polícia, e cortam os demais com facilidade. ''Tem muita gente usando por pura malandragem. Estou percebendo na cidade vários carro circulando com esses equipamentos sem necessidade'', afirma o especialista em trânsito Luiz Célio Bottura, do Instituto de Engenharia (IE).
Ambos os dispositivos - sonoro e luminoso - têm uso restrito a veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, aos da polícia e às ambulâncias, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
A lei prevê também a instalação de giroflex na cor amarelho-âmbar sobre o teto de carros prestadores de serviços de utilidade pública.
O equipamento só poderá ser instalado com autorização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Carros especiais da polícia também utilizam esses equipamentos. Para o especialista, o uso indiscriminado do giroflex traz prejuízos para o trânsito.
O uso de sinalizadores luminosos e sirenes é fiscalizado pela Polícia Militar. O infrator pode ser multado e até terminar preso.

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