São Paulo, 02 (AE) - Depois da tempestade, o trauma. A inundação dos túneis do Vale do Anhangabaú, ontem (01), quando as águas arrastaram e fizeram cascatas sobre mais de cem veículos, deixou os motoristas amedrontados. O movimento de veículos na região do Vale do Anhangabaú caiu 30%, de acordo com os técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que trabalham no local. "O pessoal está com medo de passar por aqui
temendo nova inundação", disse um dos técnicos no início da tarde de hoje.
Nos horários de pico de movimento, passam, em média, 8 a 9 mil veículos por hora nos dois sentidos dos túneis."Depois da casa arrombada, coloca-se a tranca na porta", disse o advogado Altair de Lima, de 46 anos, ao ver hoje o aparato de policiais e técnicos colocados nas entradas e saídas dos túneis. Havia grupos do Corpo de Bombeiros, equipados com botes infláveis, ambulâncias, policiais de trânsito, os marronzinhos da CET, do Comando Humaitá do Choque, com um bote inflável, e equipes de limpeza e técnicos do Consórcio Consladel e Este Reestrutura, que faz a manutenção dos túneis.
A postos - "Assim que o céu escureceu, por volta das 14h45, viemos para cá trazendo até um carro-moto-bomba", disse o sargento Neto, do 2.º Grupamento de Incêndios. Sua equipe cuidava da entrada dos túneis do lado norte, enquanto uma outra equipe do 1.º Grupamento de Incêndios cuidava do lado sul. O sargento Neto informou que, após reunião dos comandantes do Corpo de Bombeiros, ficou decidido que, durante o período de chuvas, as equipes de bombeiros passarão a ficar no local.

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