Motoristas reivindicam 13% de reajuste
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terça-feira, 04 de dezembro de 2012
Lucio Flávio Cruz <br> Reportagem Local 
Londrina - Representantes dos sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) e das Empresas de Transporte Coletivo (Metrolon) se reuniram na manhã de ontem para tratar da agenda de reivindicações dos trabalhadores no transporte coletivo de Londrina. Os motoristas e cobradores querem 13% de aumento.
Segundo o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, foi apenas o primeiro encontro entre as partes levando em consideração que a data-base da categoria foi antecipada para janeiro. ''Foi uma conversa inicial para reafirmar as reinvidicações dos funcionários e também para analisarmos o momento atual da atividade na cidade'', explicou Silva.
De acordo ainda com o sindicalista, os 13% de reposição salarial levam em conta o índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que, segundo as projeções econômicas, deve fechar o ano em 9%. Os outros 4% seriam de aumento real. Os trabalhadores querem ainda melhorias nas condições de trabalho.
Hoje um motorista de ônibus recebe R$ 1.767,00 de salário bruto e um cobrador ganha R$ 1.090,00. No total, são 1,7 mil empregados que trabalham nas empresas Transporte Coletivo Grande Londrina e Londrisul. ''As empresas alegaram que ainda não há condições de fazer uma proposta de aumento. Elas deixaram no ar que existe uma dificuldade até porque a tarifa em Londrina não é reajustada há quase dois anos''. colocou o presidente do Sinttrol.
A tarifa é de R$ 2,35, mas o município subsidia parte deste valor. Com isso, o usuário paga R$ 2,20. Em fevereiro de 2011, o então prefeito Barbosa Neto assinou um decreto de lei concedendo subsídios de R$ 6.332.000,00, com recursos oriundos do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
A diretoria do Metrolon não foi localizada pela reportagem e não retornou as ligações. Uma nova reunião entre os sindicatos ficou marcada para o dia 13.


