Londrina - A passagem pela BR-369 é motivo de receio para motoristas e caminhoneiros que precisam utilizar a rodovia. A reportagem da FOLHA esteve no trecho que passa por Londrina na tarde de ontem para saber a opinião das pessoas sobre a estrada.
Carlos Alberto Xavier Duarte tem 46 anos e há 20 é caminhoneiro. Ele considera a BR-369 uma rodovia que exige muita atenção. ''Esta rodovia deveria ter mais terceiras faixas porque recebe um fluxo muito grande de veículos. O trecho que passa por Londrina é o mais perigoso'', declarou.
Ele afirmou que a prudência tem que vir em primeiro lugar para evitar acidentes. ''Como meu caminhão é pesado, sempre procuro manter distância dos outros veículos. Além disso, hoje não dirijo mais à noite. Eu acho que o dia foi feito para trabalhar e a noite, para dormir. A gente não é máquina e precisa descansar'', completou.
O caminhoneiro Roberto da Silva, de 39 anos, está na estrada há 14. Para ele, os motociclistas são ''muito imprudentes'' e os acidentes não se limitam à BR-369. ''O trânsito é perigoso todos os dias. Já vi muita morte na estrada, mas não penso em parar. Apesar dos altos números de acidentes aqui, eu acredito que existem rodovias mais perigosas no Estado, como aquelas próximas de Curitiba'', destacou.
A sinalização insuficiente é a maior reclamação do caminhoneiro Paulo Luiz da Silva, 47, que está no ramo há 19 anos. ''É complicado viajar à noite, principalmente naquele trecho pra frente de Assaí, onde é praticamente um deserto, não tem segurança nenhuma'', desabafou.
As reclamações se estendem aos motoristas de veículos de passeio, em especial entre os que trafegam pela rodovia com frequência. O vendedor Rafael Augusto Moreira, 26, no entanto, credita os desastres à imprudência. ''Tenho visto vários no trecho de Cambé. Acho muito perigoso e redobro a atenção quando entro nesta BR'', afirmou.(Michelle Aligleri/ Reportagem Local)

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