Londrina – Os trechos onde as rodovias se encontram com o trânsito urbano exigem muita atenção dos motoristas, respeito às leis e paciência. Quem faz das estradas o seu ganha-pão sente as dificuldades no dia a dia. "Os carros leves andam às vezes rápido demais e em outras situações, quando há um radar, por exemplo, trafegam devagar demais e se esquecem que um caminhão não consegue parar de uma hora para outra", apontou o caminhoneiro Maike Mathias, de 33 anos.
"Os motoristas de veículos pequenos não têm paciência e não respeitam as regras. Muitas vezes andamos devagar não porque queremos, mas porque é o limite do caminhão", relatou o caminhoneiro Janílson Rodrigues, de 40 anos, que conduzia um caminhão-tanque com 45 mil litros de álcool a caminho da Região Noroeste. "Muitas vezes temos que sair da frente senão o caminhão embala em uma descida e passa por cima", reclamou o comerciante Mateus Araújo, morador de Londrina.
No levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal, entre os dez pontos mais críticos das rodovias federais no Paraná, com exceção dos sete na BR-376, aparecem os Kms 124 (3º) e 122 (9º) da BR-476, em Curitiba, onde morreram três pessoas no período pesquisado, e o Km 1 da BR-277 (10º), em Paranaguá, que registrou dois óbitos.
O estudo aponta também dias e horários com a incidência maior de determinados tipos de acidentes. Nas sextas-feiras, o que se destaca são as colisões traseiras. Nos fins de semana, as campeãs são as batidas provocadas pela mistura de direção e álcool. (L.F.C.)

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