Motoristas prometem greve para hoje
Comando pede para que caminhoneiros fiquem em casa ou em postos nas estradas e alerta que não se responsabiliza pelos que insistirem em rodar
Agência Folha
De São José dos Campos
Os caminhoneiros prometem iniciar hoje, às 6 horas, uma paralisação nacional exigindo o cumprimento de 13 reivindicações da categoria. A greve havia sido chamada, inicialmente, para a meia-noite. ‘‘Decidimos parar mais tarde porque vai ser uma greve duradoura, de mais de uma semana’’, afirmou José Araújo da Silva, o China, presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam).
O China enumera três interlocutores para as negociações - o governo federal, o governador paulista, Mário Covas (PSDB), e a iniciativa privada. Na paralisação de julho, os caminhoneiros, liderados então pelo presidente da União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, negociaram apenas com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha.
Para China, discutir com o governo paulista é imprescindível porque só nas rodovias do Estado existem 71 pedágios. A divergência entre os sindicatos dos caminhoneiros pode esvaziar esse novo chamamento de greve. Para a União Brasil Caminhoneiro, a negociação com o governo federal continua.
Segundo China, já havia ontem paralisações no Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os motoristas estão sendo orientados a ficar em casa ou em postos, ao contrário da manifestação feita no final de julho, quando houve bloqueio de rodovias.
O sindicato informa que poderão trafegar apenas os veículos que estejam levando cargas vivas ou os de emergência. ‘‘Os demais que forem encontrados trabalhando, em princípio, serão repreendidos. Mas não nos responsabilizamos com o que acontecer com os furadores de greve.’’ Na última sexta-feira, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse que uma nova greve poderá romper o acordo e as negociações entre o governo e a categoria.

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