Motoristas páram e deixam milhares sem ônibus em BH
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 01 (AE) - Motoristas e cobradores de ônibus de cerca de 50 linhas que atuam em bairros da região noroeste de Belo Horizonte entraram em greve na manhã de hoje deixando milhares de usuários sem condução. A estratégia de paralisações "setorizadas", segundo o sindicato da categoria - que reivindica reajuste salarial de 44% e redução de 50 minutos na jornada de trabalho -, deve se repetir durante toda a semana, em diferentes regiões da capital. A Polícia Militar registrou apenas quatro ocorrências relativas à greve, com dois motoristas levemente feridos e seis ônibus depredados.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Setransp), que considerou a greve um fracasso, ofereceu aos motoristas ganho real de 7% nos vencimentos e dez minutos a menos de jornada, por dia. O presidente do sindicato dos trabalhadores, Djalma Xavier, que alega ter obtido 80% de adesão nas 16 empresas atingidas pelo movimento, recusou a proposta. Hoje, um motorista de ônibus da capital ganha R$ 553,00 e um cobrador, R$ 295,00. "Queremos R$ 800,00 e R$ 480,00", afirmou Xavier.


