Motoristas enfrentaram filas no norte do Estado Odair StraliottGonçalves, da Associação dos Caminhoneiros: inviabilizar atividade Nenhum incidente foi registrado no protesto realizado no norte do Estado. Organizada pela Associação dos Caminhoneiros de Londrina, a manifestação na praça de pedágio da Viapar, na BR-369, em Arapongas (28 km a oeste de Londrina) durou três horas (das 9 às 12 horas). Os manifestantes barraram apenas caminhoneiros e tiveram a adesão de todos. Apesar das filas e do tráfego lento, automóveis e ônibus circularam normalmente no trecho. As polícias Militar e Rodoviária destacaram 50 homens, que não precisaram intervir. À medida que iam chegando ao local, caminhões e carretas bloqueavam o acostamento e uma faixa da pista, deixando a outra livre para passagem de veículos menores e ônibus. Através de faixas, fixadas nos caminhões, os manifestantes demonstravam seu descontentamento com o governo do Estado e os valores das novas tarifas de pedágio, já anunciadas. O presidente da Associação dos Caminhoneiros de Londrina, Murilo Gonçalves, destacou que o reajuste de 116% irá inviabilizar a atividade. Ele apóia a proposta para que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) assuma o controle das rodovias pedagiadas. E lembrou que, enquanto nos Estados Unidos as empresas constroem auto-estradas com seis pistas, para depois cobrar a taxa que não ultrapassa US$ 0,32, no Paraná ‘‘ganharam’’ as rodovias e até agora nada fizeram além das praças de pedágio. ‘‘Nós já pagamos por estas estradas, como a Rodovia do Café, que existe desde a década de 60, e não dá para aceitar essa situação’’, criticou. (Maurício Borges, de Arapongas)