Alguns motoristas revelaram ter sido mesmo obrigados, por suas empresas, a viajar a São Paulo mesmo diante da precariedade das condições da via. "Eles não deixavam os motoristas retornarem"
contou um funcionário, que não quis ser identificado.
Um pequeno alívio para a fome vinha dos moradores da região, que aproveitaram o congestionamento para vender salgadinhos e café. "Ainda bem que eles vieram quebrar nosso galho", disse Dantas.
Além de gente cansada da viagem, o terminal ontem estava repleto de pessoas preocupadas com parentes que já deveriam ter chegado a São Paulo, vindos principalmente do Nordeste. Adriana Teixeira e Jorge Maciel esperavam desde às 7 horas pela irmã de Adriana, que vinha de Garanhuns, PE,. Às 19h15, nada de notícias. "Não podemos sair daqui porque ela não conhece a cidade", contou Adriana. "Não tem outro jeito a não ser esperar."
Passagens - Hoje (3), mesmo com a volta da chuva e a interdição da Via Dutra, apenas uma das quatro companhias de ônibus que operam no trajeto São Paulo-Rio não vendia passagens. Para quem embarcava, porém, não havia previsão de chegada.Por José Gonçalves Neto São Paulo, 3 - A falta de informação sobre a real condição da Rodovia Dutra, por parte da concessionária NovaDutra e de empresas de ônibus que fazem a ligação Rio-São Paulo, era a queixa comum entre motoristas e passageiros de ônibus ontem, no Terminal Rodoviário do Tietê. Os ônibus vindos do Rio chegavam com atraso de 10, 15, 20 horas.