São Paulo, 28 (AE) - Durante todo o dia hoje representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte de São Paulo e do Transurb, o sindicato patronal, fizeram uma peregrinação pelos gabinetes do secretário municipal do Transportes, do prefeito Celso Pitta e do secretário estadual de Segurança Pública em busca de uma promessa de combate à violência e aos atos de vandalismo dos perueiros clandestinos.
Ontem (27), reunidos em assembléia, motoristas e cobradores decidiram fazer uma greve por 24 horas na segunda-feira para protestar contra a violência e falta de providências das autoridades. O prefeito Celso Pitta e o secretário Getúlio Hanashiro, dos Transportes, fizeram um apelo aos motoristas e cobradores para que não fizessem a greve, pois seria intensificada a fiscalização dos perueiros e a Guarda Civil Metropolitana daria proteção aos ônibus, passageiros e trabalhadores.
"Explicamos que a paralisação não é para reivindicar reajuste salarial ou coisa parecida; vamos parar por mais segurança", disse Gregório Poço, presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte de São Paulo. "Os perueiros, incendiando ônibus, atirando coquetéis molotov, transformaram a cidade numa baderna, insultando a população e os motoristas e cobradores.""Vamos apresentar e defender a promessa do prefeito durante a assembléia que estamos convocando
para que a decisão de greve seja suspensa", afirmou Poço. "Vamos dar um voto de confiança ao Pitta, que prometeu pôr seu bloco na rua para nos dar segurança." Poço e os representantes do Transurb não conseguiram falar com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi, nem com o secretário-adjunto, Mário Papaterra Limongi.
Rodízio - De acordo com a Assessoria de Imprensa da secretaria, Petrelluzzi encontrava-se em reunião no Palácio dos Bandeirantes e Limongi havia ido a Suzano e à Secretaria de Justiça.Caso a greve seja mantida, o rodízio de carros será suspenso, os ônibus intermunicipais poderão ir até o centro da cidade, os corredores de ônibus e as zonas azuis serão liberadas. Caso a paralisação seja parcial, será acionado o Paese, com a frota de reserva atendendo os locais onde não há ônibus.

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