Motoristas e cobradores voltam ao trabalho
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Adriana de Cunto e Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os motoristas e cobradores que fazem o transporte coletivo urbano de Curitiba e Região Metropolitana voltaram ao trabalho ontem, no fim da tarde, depois de aceitarem, em assembleia, a nova proposta do sindicato patronal. A categoria aceitou a oferta de 10,5% de reajuste salarial, R$ 200 de vale-refeição e R$ 300 de abono a ser pago no próximo dia 5 de julho.
Apesar da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que o retorno às atividades fosse imediato, a volta dos ônibus às ruas aconteceu de maneira bastante lenta. A decisão em retornar ao trabalho foi tomada em assembleia, no começo da tarde, na Praça Rui Barbosa, com presença de 2,5 mil motoristas e cobradores.
A greve durou quase dois dias e atrapalhou a vida dos 2,3 milhões de pessoas que são transportadas diariamente pelos ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT). A última paralisação no transporte coletiva da Capital aconteceu em 2006 e durou um dia. Os ônibus expressos que fazem a maior linha de Curitina, Santa Cândida/Capão Raso, transportam diariamente 260 mil pessoas.
Ontem mesmo, a Urbs cancelou o cadastro das vans e micro-ônibus que fizeram, ontem e terça-feira, o transporte alternativo de passageiros cobrando R$ 5 por pessoa. Nesses dois dias de greve, 247 veículos particulares atenderam usuários de ônibus prejudicados com a paralisação.
Para a assessoria de imprensa do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), a greve transcorreu de maneira tranquila e o desfecho deixou satisfeitos os trabalhadores.
Na terça-feira, a Justiça determinou uma multa diária de R$ 100 mil ao Sindimoc, caso 80% dos ônibus não circulassem nos horários de pico (das 5 às 8h30 e das 17 às 19h30) e 50% nos demais horários.


