Londrina – Os motoristas e cobradores do transporte coletivo de Londrina aceitaram ontem, em assembleia, a proposta de reajuste salarial oferecida pelas empresas do setor. Com isso, a categoria descartou iniciar uma greve, que havia sido aprovada na semana passada.
A votação aconteceu durante o dia com urnas nos ônibus e no Terminal Central. Ao todo foram 883 votantes, dos quais 586 aprovaram a proposta dos patrões. Houve ainda 286 votos pela recusa da oferta e outros seis em branco e cinco nulos.
A proposta foi acordada em uma reunião na quarta-feira, que contou com a presença do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e dos sindicatos dos trabalhadores e das empresas, e garante 6% de reajuste nos salários atuais e a instituição do tíquete-refeição no valor de R$ 5 por dia. Porém, o sindicato que representa as empresas não assinou a ata que definiu a proposta.
Com o reajuste os salários dos motoristas dos ônibus convencionais sobem para R$ 1.995,40, os dos motoristas de micro-ônibus para R$ 1.435,22 e dos cobradores para R$ 1.234,73. Os novos valores valem a partir de 1º de janeiro e vão incidir no reajuste da tarifa, que também será implantada no início de 2014. A proposta inicial do trabalhadores solicitava ainda um reajuste real de 4%, tíquete-refeição no valor de R$ 10, além da equiparação salarial dos motoristas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva, reconheceu que esperava uma votação mais expressiva pela aprovação do reajuste. "Apesar de a maioria aceitar, ficou uma sensação de descontentamento. Não em relação aos valores, mas de outros pontos como as escalas de jornada, que são de seis horas, mas na prática significam oito, dez horas diárias, as multas aplicadas no trânsito e o relacionamento com as empresas", frisou.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) informou que não irá se manifestar enquanto não houver a definição do valor da nova tarifa.
Em Curitiba, as empresas de ônibus têm até hoje para fazer o pagamento da segunda parcela do 13° salário dos motoristas e cobradores. Eles ameaçam entrar em greve caso o pagamento desta parcela e do adiantamento salarial de dezembro não seja feito no prazo definido junto ao Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR). Uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e o sindicato patronal definiu esta sexta-feira como data limite. As empresas alegam falta de repasse de verbas por parte da prefeitura. Já o poder público diz que todos os recursos são repassados em dia. (Colaborou Rodrigo Batista/Equipe Bonde)

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