São Paulo, 14 (AE) - Motoristas e cobradores de ônibus decidirão amanhã (15), às 9 horas, de que maneira vão promover protestos durante toda a semana. A primeira manifestação deve ocorrer ainda amanhã.
Segundo o presidente do sindicato da categoria, Gregório Poço, entre as propostas estão a liberação das catracas - tal como ocorreu na sexta-feira -, uma manifestação na São Paulo Transporte (SPTrans) e um protesto na Avenida Paulista. A categoria recusa-se a receber tíquetes no valor de R$ 3,00, como oferecem os empresários.
Hoje, motoristas e cobradores estiveram reunidos com representantes do Transurb, o sindicato patronal, e da SPTrans. Os empresários voltaram a dizer que não têm como cumprir a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, que concedeu aos trabalhadores a manutenção dos tíquetes em R$ 6,50 e 3,88% de reajuste salarial - 1,10% a mais do que a categoria reivindicava.
"Esse valor de tíquete era pago quando nós tínhamos 160 milhões de passageiros no sistema; hoje, estamos fechando com 98 milhões", argumentou o diretor jurídico do Transurb, Antônio Sampaio Amaral Filho.
Os empresários recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho, mas ainda precisam apresentar documentos que esclareçam o pedido de revisão da sentença do tribunal paulistano. Como têm até domingo para fazer isso, os empresários pediram um prazo à categoria. Na segunda-feira, as negociações devem ser retomadas e na terça os trabalhadores realizam uma assembléia para decidir como vão agir.
Segundo Poço, nesta semana está descartada a paralisação total do sistema. "Faremos protestos pontuais pela cidade, fora dos horários de pico." Na sexta-feira, a categoria liberou as catracas no Terminal Parque Dom Pedro por duas horas. A SPTrans estima o prejuízo em R$ 100 mil. A empresa deve entrar na Justiça pedindo ressarcimento.

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