São Paulo, 28 (AE) - Cerca de 200 motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo reuniram-se no fim da manhã de hoje, em frente da Câmara Municipal, no centro, onde realizaram um protesto contra o Transurb, sindicato que congrega os empresários do setor de transportes públicos da capital, por causa da suspensão do acordo coletivo com a categoria.
A negociação foi feita há cerca de um ano e previa participação nos lucros com base em três critérios: redução de acidentes, de faltas ao trabalho e do número de veículos que quebram no meio do trajeto e precisam ser recolhidos e substituídos. Se todas as metas fossem atingidas, os funcionários teriam direito a aproximadamente R$ 300,00.
Os atritos da categoria com as empresas começaram no início do mês. Motoristas e cobradores ficaram insatisfeitos com o valor que receberiam. Das 54 empresas do sistema, 16 não pagariam nada aos funcionários e apenas uma, a Transkuba, conseguiu pagar R$ 145,00.
Os manifestantes chegaram acompanhando um carro de som do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes de São Paulo, que saiu do Palácio das Indústrias e seguiu, por volta das 11 horas, em direção à Câmara Municipal. Mas não foram atendidos. Às 15 horas, o protesto tinha terminado. O trânsito na região central ficou complicado durante o período de manifestação.

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