Imagem ilustrativa da imagem Motoristas e cobradores adiam paralisação, mas continuam em estado de greve
| Foto: Marcos Zanutto



O Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Londrina) aprovou a manutenção do estado de greve — mas ela ficaria suspensa —, ou seja a categoria mantém o indicativo de paralisação aprovado, mas continua circulando até que uma nova decisão seja aprovada.

A categoria rejeitou o acordo oferecido pelo Metrolon (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros Metropolitano de Londrina). Os empresários já haviam recusado a proposta dos trabalhadores. O impasse consiste na tentativa de extinção, por parte dos empresários, da estabilidade dos cobradores, acordado em dezembro de 2017.

Os sindicatos acordaram quanto a necessidade de cobradores na totalidade das linhas da cidade, desde que os empregados mantivessem os empregos por, no mínimo, 36 meses. "Com a manutenção deste termo do acordo, não temos condição de aceitar o acordo. Precisamos continuar negociando", afirmou o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva.

Cerca de 160 mil pessoas usam o transporte público diariamente na cidade, divididos em 400 ônibus que circulam no município. São 1,9 mil funcionários das duas empresas que administram o serviço na cidade. Conforme o Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina), a categoria pede um reajuste de 6%, sendo 4% da inflação e 2% de aumento real.

A possibilidade de greve foi anunciada após a direção da TCGL anunciar, no último dia 30, que não irá participar da licitação que escolhe a empresa responsável pelo transporte coletivo para os próximos 15 anos. A empresa também afirmou que irá encerrar suas atividades a partir do dia 19 de janeiro de 2019, data em que se encerra a atual licitação.

mockup