Motoristas e cobradores aceitam proposta
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Londrina - Trabalhadores do transporte público de Londrina aceitaram ontem a proposta de reajuste apresentada após negociação do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) junto à categoria e às concessionárias do serviço. Durante assembleia ao longo da quinta-feira, dos 857 trabalhadores que participaram do processo, 499 votaram a favor do proposto e 356 contra. Houve ainda um voto nulo e um voto em branco.
Com o resultado, a partir do dia 1º de janeiro, a remuneração no setor terá correção da inflação em 6,5% e aumento do valor do tíquete alimentação de R$ 5 para R$ 7, o equivalente a 40% a mais. Inicialmente, o reivindicado era a correção da inflação, 4% de aumento real e reajuste do vale alimentação de R$ 5 para R$ 10, o dobro do valor.
"Mas nos foi colocado que o aumento de produtividade de 4% não seria possível atender porque as empresas estão operando no prejuízo, em desequilíbrio", comentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva.
Ele admitiu que a assembleia teve uma votação bastante dividida, mas reforçou que as urnas traduziram o entendimento da maioria dos motoristas e cobradores. "Já sabíamos que isso não agradaria todo o pessoal, mas se tivéssemos greve iríamos ter muitas dificuldades para a cidade e não teríamos como ser atendidos totalmente", ponderou. A possibilidade de paralisação não estava em votação durante a reunião.
A categoria tem cerca de 1,7 mil trabalhadores no município. Hoje, o salário de um cobrador em Londrina é de R$ 1.234,74. Já a remuneração dos motoristas varia entre R$ 1.435,23, no caso daqueles que conduzem micro-ônibus, e R$ 1.995,37, para quem trabalha em ônibus maiores.
A assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Londrina (Metrolon) informou ontem que a entidade não se manifestaria sobre a assembleia.


