Motoristas desrespeitam interdições após forte chuva
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sábado, 28 de outubro de 2017
Viviani Costa <BR> Reportagem Local 
Nem mesmo os avisos e blocos de concreto colocados nas ruas Almeida Garret, em frente à barragem do lago Igapó, e na Charles Linderberg, próximo à avenida Dez de Dezembro na altura do Parque Arthur Thomas, impedem a passagem de motoristas pelas vias interditadas pela prefeitura. A medida de precaução foi adotada no final da tarde desta sexta-feira (27) após a forte chuva registrada em Londrina. Nos dois locais, a força da água causou danos ainda não avaliados pelo município.
Na rua Almeida Garret, em frente à barragem do lago Igapó, buracos foram abertos ao lado da tubulação que escoa a água por debaixo da via. Segundo o secretário Municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, a interdição é necessária para garantir a segurança dos motoristas.
"Ontem faltou 1,5 metro para o lago transbordar e temos previsão de chuva para o final de semana. A interdição é provisória, até o tempo ficar mais estável para que a gente possa avaliar tudo", explicou. Enquanto isso, o trânsito é desviado pelas obras do Arco Leste que ainda não foram concluídas.
O aposentado Maciel Andrade passou pela via na manhã deste sábado (28). "Esse estrago até que foi pequeno perto daquela outra vez. A chuva que deu ontem foi uma loucura, mas se o tempo ficar assim [encoberto] já está bom", comentou.

Em janeiro de 2016, os mesmos locais monitorados pela prefeitura foram interditados por causa do excesso de chuva registrado na cidade. Os reparos na ponte da rua Charles Lindemberg começaram há duas semanas. Conforme o secretário, a própria empresa responsável pela obra solicitou a interdição da pista.
"A empresa já tinha retirado parte da terra e estava começando o muro de concreto embaixo da ponte, mas a chuva torceu a ferragem que seria utilizada no muro. Assim que houver possibilidade, a gente vai reabrir a pista com restrições para veículos de carga. Por enquanto, é prudente desviar", alertou o secretário de Obras. Segundo Verçosa, atrasos na licitação e questões burocráticas atrasaram o início das obras.
Na manhã deste sábado, dezenas de motoristas desviaram dos blocos de concreto e passaram pela via. Alguns dos blocos foram removidos para facilitar a passagem. "Aqui faz tempo que tá essa bagunça. Para pegar outras ruas fica muito longe", disse o eletricista de automóveis Vanderlei Oliveira ao seguir de carro pela ponte.

Na falta de fiscais da CMTU para orientar o trânsito, um trio de moradores aposentados incentivava motoristas a cruzarem a ponte interditada na manhã deste sábado. "O desvio é muito longe. Nem compensa", argumentou Antônio Carlos Uhlmann. "A ponte não caiu até agora então nem vai cair mais. Não tá tão perigoso assim. Daqui a gente vê quanto motorista barbeiro que tem. Seria bom se eles fossem multados lá na frente, mas ninguém apareceu", opinou Roberto Scarabello. O outro aposentado Amilton Alves só observava.
De acordo com a assessoria de imprensa da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), agentes permaneceram até às 20 horas desta sexta-feira nos dois locais interditados para orientar os motoristas a seguirem pelos desvios. A assessoria não informou se os fiscais retornariam aos locais neste sábado.


