Agência Folha
De São Paulo
Motoristas e cobradores da Masterbus decidiram, em assembléia realizada no início da noite de ontem em frente à Prefeitura de São Paulo, encerrar a greve que já durava uma semana. A paralisação - a 14ª a em dois anos - aconteceu devido ao atraso no pagamento do adiantamento quinzenal, que deveria ter sido feito até o último dia 20.
Além dos salários, os funcionários reivindicavam também a liberação de férias em atraso, de duas cestas básicas, o pagamento do talão de vales-refeição de julho, horas extras e a homologação de funcionários demitidos. Em reunião realizada ontem à tarde na São Paulo Transportes (SPTrans), a direção da Masterbus propôs ao Sindicato dos Motoristas o pagamento de 50% do vale, que seria feito hoje.
A empresa se comprometeu a pagar os outros 50% até sexta-feira. Essa proposta já havia sido feita e recusada pelos trabalhadores na semana passada. O pagamento das parcelas do adiantamento, segundo a SPTrans, será feito com o dinheiro repassado por serviço prestado - R$ 134 mil na sexta-feira e R$ 48 mil ontem. A assessoria de imprensa da SPTrans disse que mais R$ 40 mil seriam repassados hoje.
Para o pagamento dos tíquetes-refeição, vale o acordo proposto na terça-feira passada e aceito pelos funcionários: parcelar em três meses o pagamento dos 27 vales não pagos - nove serão quitados em 1º de agosto, nove em 1º de setembro e nove em 1º de outubro.
As propostas foram aceitas pelos motoristas e cobradores, que começaram a retirar da praça em frente ao prédio da prefeitura os cerca de 160 ônibus que haviam sido estacionados lá durante o dia. Segundo o presidente da Masterbus, José Idineis Demico, a empresa passa por dificuldades financeiras.

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