São Paulo, 16 (AE) - Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo voltam a fazer protestos amanhã (17)na capital. A categoria reúne-se no sindicato, às 14 horas, para decidir se vai fará uma "operação catraca livre" e onde. Hoje os protestos foram suspensos em respeito aos torcedores palmeirenses, por causa da decisão da Taça Libertadores da América, contra o Deportivo Cali, da Colômbia. "Nós iríamos prejudicar o trabalhador", explicou o secretário-geral do sindicato, Alcides Araújo dos Santos.
A categoria protesta contra o descumprimento, por parte dos empresários, de decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que concedeu aos trabalhadores a manutenção dos tíquetes em R$ 6,50 - as empresas oferecem R$ 3,00 - e reajuste salarial de 3,88%. Ontem (15) a categoria parou o trânsito entre as Avenidas Ipiranga e Rio Branco, durante cerca de meia hora - aproximadamente entre 11h15 e 11h45 -, o que prejudicou o tráfego na região central. Mesmo depois de o protesto ter terminado, permaneceram no local diversos ônibus que tiveram os pneus esvaziados por manifestantes, atrapalhando os motoristas.
Na sexta-feira a estratégia usada pelo sindicato foi a liberação das catracas, por cerca de duas horas, no Terminal Parque D. Pedro. Estimativas da São Paulo Transporte (SPTrans) indicam um prejuízo de R$ 100 mil, que deve ser cobrado na Justiça pela Prefeitura.
Tíquetes - Os empresários recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deu dez dias para que seja esclarecido o motivo pelo qual o recurso foi apresentado. O prazo vence no domingo e as negociações entre empresários e funcionários serão retomadas na segunda-feira.
Hoje o presidente do sindicato dos motoristas e cobradores, Gregório Poço, foi a Brasília conversar com os ministros do TST. "Ele foi lá colocar a verdade dos fatos", afirmou Santos. Terça-feira, um dia após a nova negociação, haverá assembléia da categoria. "Não sei se vamos conseguir evitar a greve geral na semana que vem", afirmou Santos. Na sexta-feira a categoria deve rfazer mais um protesto na cidade. A idéia é evitar que as reivindicações "caiam no esquecimento".

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