Campinas, SP, 09 (AE) - O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo, negou-se hoje a cumprir determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que obriga a categoria a manter 30% da frota em circulação. A greve começou na segunda-feira. Os grevistas decidiram manter a paralisação, deixando cerca de 350 mil pessoas sem ônibus.
A Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Campinas (Transurc) pediu hoje ao TRT para julgar a ilegalidade do movimento.Antes de julgar a greve o Tribunal convocou as duas partes para uma reunião de conciliação amanhã(10) à tarde.
A assessoria de imprensa do Sindicato informou que a entidade vai recorrer da determinação do TRT. O desrespeito à medida vai custar ao sindicato R$ 5 mil de multa por dia.Segundo a entidade, a greve foi deflagrada porque cinco das seis permissionárias também não cumpriram uma determinação judicial, que as obrigava a pagar para os trabalhadores vale- refeição, cestas básicas e convênios médicos. Os benefícios trabalhistas foram cortados pelas empresas, que alegam não ter recursos para mantê-los.
A greve já provocou prejuízos estimados em R$ 2 milhões no comércio local, segundo a Associação Comercial e Industrial. O movimento nas lojas, segundo a entidade, caiu 30% nos últimos três dias. No setor industrial, o prejuízo chega a R$ 15 milhões
segundo a delegacia regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
O secretário municipal de Transportes, Amando Telles Coelho, disse que, se a paralisação for julgada não-abusiva, a prefeitura deverá multar as empresas.
Os servidores públicos municipais estão em greve desde 31 de maio. A greve dos servidores paralisou o atendimento nos postos de saúde e hospitais municipais, que só estão atendendo os casos de urgência e emergência. As creches e escolas da rede municipal também foram afetadas. Os grevistas reivindicam o pagamento de benefícios trabalhistas, cortados pela administração. O prefeito alega falta de recursos.

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