Campinas, SP, 05 (AE) - Os motoristas e cobradores de ônibus de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, decidiram hoje, em assembléia realizada no final da tarde, entrar em greve a partir da zero hora de amanhã (06). Com a paralisação, os cerca de 4 mil funcionários da categoria querem protestar contra o corte no pagamento de vários benefícios - cesta básica, convênio médico e vale-refeição -, anunciados pelas empresas do setor.
A medida representa perda de cerca de 40% do valor do salário dos cobradores, que é de R$ 466,00. Os motoristas, que recebem R$ 780,89, terão uma perda de 24%. A avaliação é do sindicato da categoria, que nos últimos dois dias vinha realizando pequenas assembléias nos portões das seis empresas que exploram o serviço de transporte urbano no município.
A greve atingirá cerca de 350 mil usuários, que utilizam diariamente os 780 ônibus do sistema de trassporte urbano. O presidente do sindicato da categoria, Mário de Oliveira Santana afirmou que tentou um acordo com os empresários do setor. "Eles não aceitaram negociar, mantiveram a decisão do corte e a greve foi inevitável", disse o sindicalista, que pela manhã participou de uma reúnião com os representantes da empresa e da Secretaria Municipal de Transporte, sem obter sucesso.
O presidente da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbano de Campinas (Transurc), Armando Correa Damasceno, afirma que a medida foi necessária para equilibrar as despesas. "O sistema tornou-se deficitário, desde o final do ano passado, com a redução de passageiros", disse.

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