Motoristas de Londrina aceitam proposta
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de junho de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Em assembléia geral realizada durante todo o dia de ontem, motoristas e cobradores do transporte coletivo de Londrina acataram a proposta de aumento apresentada pelo sindicato patronal e afastaram a possibilidade de greve no sistema, pelo menos por enquanto. A votação foi secreta e apertada. Dos 809 votos válidos, 409 optaram pela proposta enquanto 396 votaram no indicativo de greve. Brancos somaram três votos e houve apenas um nulo.
Pela proposta do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon), a categoria receberá 6% de reajuste salarial a partir de janeiro de 2005. O índice referente aos meses de julho a dezembro serão pagos sob a forma de abono em duas parcelas.
O reajuste está muito aquém das expectativas do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo de Londrina (Sinttrol) que iniciou as negociações com a reivindicação de 16% de aumento e pagamento imediato do índice.
Para o presidente do sindicato dos trabalhadores, João Batista da Silva, o resultado foi ''ruim'' porque não houve tendência forte para uma ou outra proposta. ''Mas vamos respeitar a decisão, principalmente porque o próprio sindicato não apoiou a possibilidade de greve e transferiu a responsabilidade de decidir aos trabalhadores'', disse.
Mais de 1,2 mil pessoas, entre cobradores e motoristas, trabalham no transporte coletivo de Londrina. O piso da categoria é de R$ 1.016 para motoristas e R$ 629 para cobradores. No ano passado, a categoria foi reajustada em 13,8%, mesmo índice do reajuste da tarifa de ônibus.
Por conta do adiantado da hora a apuração dos votos terminou por volta das 20h30 não foi possível contato com os diretores da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e Francovig.(Colaborou Telma Elorza)


