Motoristas bloqueiam rodovias no PR
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de julho de 1997
Cristine Pieske Curitiba 
Albari RosaNa BR-116Acordo entre Polícia Rodoviária e manifestantes permite passagem de veículos: protesto sem tumultos Motoristas do transporte de carga e coletivo que aderiram ao protesto nacional bloquearam, no Paraná, estradas e avenidas em Curitiba, Cascavel, Londrina e Foz do Iguaçu. Em Curitiba, a BR-116 foi interditada por duas vezes no trecho próximo à represa do Capivari, na altura do quilômetro 42. A adesão da categoria, segundo os coordenadores da manifestação, foi total.
A primeira interdição na região de Curitiba aconteceu às 5 horas, com a paralisação total das duas pistas da BR-116. Segundo informações da Polícia Rodoviária Estadual, o engarrafamento provocado pelo bloqueio chegou a 17 quilômetros no início da manhã. O comando do Movimento Unificado dos Trabalhadores em Transporte (Mutt) resolveu suspender temporariamente a manifestação às 8 horas, depois de um acordo com a Polícia Rodoviária. Segundo o coordenador do protesto, Vicente Venuk Pretko, a interdição havia sido feita de forma desordenada, sem respeitar a passagem de carros, ônibus e caminhões com cargas perecíveis.
Depois de um novo acordo, o trecho da BR-116 foi novamente bloqueado pelos manifestantes, às 10 horas. Desta vez, a interdição foi parcial, permitindo a passagem de carros e ônibus. A intenção era liberar a pista somente ao meio-dia, mas o comando resolveu terminar a manifestação às 11 horas. Segundo o coordenador do Mutt, a intenção foi acabar com a fila de caminhões que chegava a seis quilômetros. Não houve tumultos.
O protesto dos caminhoneiros foi feito em todo o Brasil como forma de reivindicar aumento no piso salarial da categoria e de melhoria nas condições de trabalho. Atualmente, o piso médio dos motoristas de carreta é de R$ 452,00 e o mínimo reivindicado pela categoria é de R$ 1 mil.
Além disso, os caminhoneiros pedem mudanças de alguns itens do Código Nacional de Trânsito, entre eles o que estabelece pena de prisão inafiançável para os motoristas que causarem vítimas em casos de atropelamento. Os caminhoneiros também pedem mudança na lei que estabelece a aposentadoria somente aos 35 anos de serviço, diminuindo o tempo máximo de serviço para 25 anos.


