Salvador, 26 (AE) - O protesto dos caminhoneiros hoje, por melhores condições de trabalho e segurança, teve a participação de mais de 600 motoristas de carretas no oeste baiano. No oeste da Bahia está o maior pólo agrícola do Nordeste e o escoamento da produção de grãos e frutas por carretas ficou prejudicado. Diretores da Associação dos Irrigantes do município de Barreiras (AIBA), que reúne o maior número do produtores da região, chegou a entrar em conflito com camioneiros, tentando liberar o tráfego.
O inspetor Cléber Ferraz, chefe do posto da Polícia Rodoviária Federal de Barreiras, enviou quatro patrulheiros para o local onde os manifestantes montaram a barreira, num trecho da rodovia BR-020 (que liga a Bahia a Goiás), para controlar a situação. "Recebemos a informação que alguns motoristas de caminhão estavam armados e obrigando os colegas a parar no acostamento", disse. Segundo ele, a grande preocupação dos produtores era com os produtos perecíveis. "São frutas e carnes que podem estragar se os caminhões permanecerem muito tempo parados", explicou.
O maior problema, segundo Ferraz, é que o movimento não tem um líder. "Se houvesse nós poderíamos até negociar." Os manifestantes pretendem manter a estrada fechada para caminhões e carretas (os ônibus e veículos de passeio podem passar) na Bahia por tempo indeterminado até obterem uma resposta do governo para as reivindicações. Querem diminuição no preço do diesel e dos pedágios, mais segurança nas estradas e um aumento no preço dos fretes.

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