Os motoristas e frequentadores do trecho sob o viaduto da PR-445 (Rodovia Celso Garcia Cid) com a rotatória da Avenida Dez de Dezembro (zona sul) demonstraram alívio com a liberação da via. "Agora está bem mais fácil. Antes, quando chegava próximo das 18 horas, uma fila de caminhões formava na pista em um trecho extenso. Agora está fluindo e quem vem da UEL não precisa mais percorrer um trecho grande para fazer o retorno", avalia Sidnei de Oliveira, de 46 anos.
Ele lamentou que o trecho sobre o viaduto ainda não tenha sido liberado, porque ainda precisa receber obras de reforço. "Me falaram que será preciso fazer as correções no muro lateral. Mas quando liberarem a pista principal vai desafogar bastante, porque todo mundo fica usando as marginais hoje", avalia.
O vendedor Rogério Vieira da Silva, de 44, reforçou que o bloqueio estava atrapalhando bastante o fluxo de veículos. "Minha mãe mora no Conjunto Cafezal (zona sul) e era complicado atravessar aqui. Agora a obra ficou muito boa", declara. Para o motorista de um guincho, Marcos Luiz, o desbloqueio vai agilizar seu dia a dia. "Espero que dê tudo certo, pois a gente demorava dez minutos a mais para percorrer o desvio e isso é muito tempo no meu trabalho", aponta.
Já o motorista Marciano Rodrigues da Silva ainda estava cético em relação à capacidade das alterações reduzirem as filas. "Hoje foi o primeiro dia da liberação da parte de baixo do viaduto, mas temos que avaliar nos horários de pico se vai dar certo. Eu passo por aqui de 30 a 40 vezes por dia para buscar material para a empresa e voltar. Perdia 15 minutos no fluxo", expôs. Para ele o trânsito vai fluir bem mais quando a parte de cima for liberada. "As filas chegavam a passar da Avenida Guilherme de Almeida. A gente que trabalha aqui perto, nem conseguia entrar na nossa empresa", descreve.
O bloqueio das obras do viaduto geraram prejuízos para quem possui empresas na região. O proprietário de uma empresa de alambrados próxima do local, Lucas Kudse Tosatto, de 25, destacou que o movimento das vendas chegou a cair 10% a 15% em função das obras. "Com a interdição do cruzamento, os clientes tinham que dar uma volta grande para vir aqui e acabavam desistindo. Chegamos a aumentar em cerca de 5% o consumo de combustível, e esse aumento de custo a gente não estava contando, pesou bastante", lamenta. Agora, com a liberação do fluxo, ele acredita que o acesso dos clientes à empresa irá melhorar. "Mas esperamos que liberem logo toda a extensão da duplicação. Não adianta só liberar aqui", reivindica. (V.O.)

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