Curitiba - O acidente que vitimou três pessoas de uma mesma família na capital, durante a madrugada de domingo, é o exemplo de que os motoristas ainda não levam a sério a Lei Seca. Essa é a opinião do porta-voz do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) de Curitiba, tenente Ismael Veiga. "Principalmente no final de semana temos vários registros de ocorrências envolvendo embriaguez ao volante. É uma questão de comportamento e conscientização dos motoristas", destacou.
Prova disso são aos dados. Conforme o BPTran, em Curitiba, a quantidade de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados cresceu 23%, passando de 362 ocorrências entre janeiro e agosto de 2012 para 447 neste ano. O total de prisões aumentou 58%, subindo de 483 para 765 também no período de um ano; e as multas aplicadas aos motoristas passaram de 938 para 1.277 até agosto deste ano, uma alta de 36%. "Mesmo com a lei mais rígida desde o início do ano, muitas pessoas desconsideram o risco que estão correndo e pior, colocando a vida de outras pessoas em perigo", completou.
Por volta das 4h30 de domingo, Lorena Camargo, de 43 anos; o neto dela, Igor Empinotti, de 9; e sua filha, Gabriele Empinotti, de 23 (tia da criança) morreram no momento em que o Corsa em que estavam foi atingido por um veículo Ford Kae. A família voltava da formatura de Direito da filha de Lorena, mãe de Igor. Jackzon Adriano Ferreira, de 23 anos, noivo de Gabriele, está internado no Hospital Evangélico e não corre risco de morte.
O acidente ocorreu na esquina da Avenida Silva Jardim com a Rua Alfesres Poli, no centro. Segundo a Polícia da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), responsável pelo caso, imagens de uma câmera de segurança de um edifício dão a entender que o Corsa avançou o sinal lentamente. Ao mesmo, tempo, ressalta o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, o motorista do Ford Ka que vinha em alta velocidade passou quando o semáforo tinha acabado de ficar verde. "Por mais que ele não tenha furado o sinal existe o agravante de estar em alta velocidade e dirigindo com suspeita de embriaguez, que só será comprovada depois de exames periciais."
Segundo informações da polícia, testemunhas que presenciaram o acidente apontaram que o motorista do Ford Ka apresentava sinais de embriaguez. Ele segue internado no Hospital do Trabalhador, na capital, e teve a prisão preventiva decretada por triplo homicídio. O delegado Rodrigo ainda destacou que o prontuário médico também indica que o condutor estaria embriagado. "Tive acesso ao prontuário que aponta que o condutor estava com 'odor etílico' quando foi atendido", disse.

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