Bandeirantes - A Promotoria de Justiça de Bandeirantes (Norte Pioneiro) denunciou na terça-feira, por homicídio culposo, o motorista do ônibus que capotou na BR-369, no dia 21 de abril, provocando a morte de oito pessoas e deixando outras duas feridas. O acidente foi registrado no trevo que dá acesso a Andirá, distante 20 quilômetros de Bandeirantes, e foi provocado por excesso de velocidade.
O veículo retornava para São Paulo após ter levado um grupo de turistas para Foz do Iguaçu. Diversas testemunhas ouvidas no inquérito policial afirmaram que o motorista trafegava em alta velocidade. Laudo pericial apontou que o ônibus estava a 98 km/h no momento do acidente. A velocidade máxima permitida no trecho é de 60 km/h. Ao tentar fazer uma curva, o veículo tombou, arrastou por vários metros, atravessou o canteiro da rodovia e parou na pista contrária.
"Os laudos e depoimentos foram bem contundentes quanto ao excesso de velocidade praticado pelo condutor. Um passageiro relatou que teria ido até a cabine alertar o motorista sobre a velocidade. Durante outros trechos da viagem, o condutor também dirigiu acima da velocidade permitida", relatou o promotor Diogo de Araújo Lima, autor da denúncia.
Laudos do Instituto de Criminalística (IC) detectaram que as condições mecânicas do ônibus estavam perfeitas. O único problema identificado foi que o veículo viajava com excesso de peso e, por este motivo, recebeu duas multas durante a viagem de volta. "O outro motorista, que dormia no momento do acidente, também não relatou nenhum problema no veículo. Ao longo do inquérito não se chegou a nenhuma conclusão quanto a responsabilidade da empresa proprietária do ônibus sobre o excesso de peso. Mas não foi o excesso que provocou o acidente", garantiu o promotor.
O MP pede a condenação do motorista por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em relação às oito vítimas fatais e também por lesão corporal pelos ferimentos nas outras duas. Além disso, o MP pediu que a Justiça suspenda cautelarmente a carteira de habilitação do acusado. "Como ele atua como motorista profissional é uma forma de evitar que ele coloque em risco a vida de outras pessoas", ressaltou Diogo de Araújo.

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