Motorista reclama, mas é parte do problema
A capital do Estado, que já foi considerada modelo em mobilidade urbana, atualmente sofre com enormes engarrafamentos. Somente entre 2007 e 2015, Curitiba ganhou 380 mil veículos, passando de pouco mais de 1 milhão para 1,4 milhão de veículos. Mesmo com crescimento de 36,7%, abaixo da média estadual, somente os 380 mil veículos dos últimos oito anos já é maior que toda a frota de Londrina, segunda no Estado com 366.748 mil veículos.
A secretária municipal de Trânsito de Curitiba, Luiza Simonelli, é enfática em dizer que o nível de conforto que os curitibanos tinham há uma ou duas décadas, não tornará a se repetir. "Falta ao cidadão o sentimento de pertencimento. O motorista reclama do engarrafamento, mas ele é parte do problema. Com o aumento de carros nas ruas, nunca mais teremos uma Curitiba de 15, 20 anos atrás", critica.
Ela reconhece que o poder público tem a obrigação de dar a estrutura necessária para que o trânsito tenha fluência, mas também cobra a conscientização da sociedade civil. "Não adianta alargarmos as vias, que sempre terá mais carros. Até onde isso vai surtir efeito? É preciso criar a cultura de se caminhar, pedalar." Luiza diz ainda que Curitiba não desistiu do metrô. "É uma possibilidade real, pois a cidade necessita de um transporte de massa que gere o mínimo impacto na superfície. Muitos insistem em enxergar Curitiba como uma cidade quase que de época. Essa cidade ficou lá nos anos 1980. Por isso seguimos com o projeto do metrô em estudos", destaca.(C.F.)





