Motorista que matou duas pessoas em acidente será ouvida pela Justiça
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quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A técnica em análises clínicas Daiane Cristina Freire, 37 anos, deve ser interrogada nesta quarta-feira (21) pela juíza substituta da 1ª Vara Criminal, Claudia Andrea Bertolla Alves, pelo acidente que terminou na morte de Jean Goulart Camargo e Eliede dos Santos Oliveira. A batida entre o Peugeot da motorista e a moto onde as vítimas estavam, registrada no dia 1º de maio, aconteceu na esquina das avenidas Guilherme de Almeida com Dez de Dezembro, na zona sul. Câmeras de segurança de um estabelecimento da região flagraram a colisão. Veja abaixo:
O advogado de defesa Thiago Issao Nagakawa disse à FOLHA que a condutora estará presente na audiência. Além dela, a partir das 15h, a Justiça deve ouvir as testemunhas. O Ministério Público arrolou dois policiais militares que atenderam a ocorrência. Do outro lado, uma mulher e um frentista de um posto de combustíveis perto do local do acidente foram chamados para prestar depoimento à favor de Daiane.
Familiares de Eliede e Jean prometem um protesto na praça do Centro Cívico, onde está localizado o Fórum Criminal. Faixas e cartazes pedindo justiça serão usadas na manifestação.


Prende e solta
A motorista até chegou a ser presa pela Polícia Militar por estar embriagada. Segundo o teste do etilômetro, ela estava com 0,51 mg/l de álcool, acima do permitido pela legislação de trânsito. Depois do flagrante ter sido registrado, o Plantão Judiciário decretou a prisão preventiva, decisão derrubada mais tarde por outro juiz, que fixou fiança de R$ 3.180. O valor foi pago e hoje a acusada está solta.
Contestação
A Justiça ainda deve apreciar um recurso apresentado pela defesa de Daiane pedindo que o processo saia da 1ª Vara para a 3ª Vara Criminal. A alegação é que trata-se de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O promotor Tiago de Oliveira Gerardi tem outra interpretação. Além de considerar que a embriaguez é um importante item para a permanência da denúncia no Tribunal do Júri, ele explicou que "há outros elementos que não podem ser ignorados, como dirigir em alta velocidade e ultrapassar o sinal vermelho".


